EUA, Livro

Leia o livro, veja o filme: WILD

Você vai ouvir falar muito da Reese Whiterspoon logo mais. E da Cheryl Strayed (o nome é ótimo) também. Isso porque Wild estréia nos EUA no começo de dezembro. O livro que deu origem ao filme chama Wild: From Lost to Found on the Pacific Crest Trail:

Lançado em português pela Objetiva como Livre, o livro conta a história de Cheryl quando jovem, uma moça com aspirações literárias lidando com a morte da mãe e um casamento fracassado, em plena implosão emocional. Mesmo sem ter experiência no assunto, ela acha uma boa idéia comprar um par de botas apertadas, uma mochila colossal cheia de livros e fazer a Pacific Crest Trail, uma caminhada de meses por montanhas, desertos e paisagens espetaculares da costa oeste dos EUA.

Um longo rolê.

É claro que Cheryl sobreviveu para contar. E ela não só conseguiu fazer de sua história um livro best seller aprovado pela Oprah, mas vender os direitos para uma atriz importante – Whiterspoon é produtora da versão para o cinema.

Wild, o filme, tem trilha-sonora cool com Bruce Springsteen e Leonard Cohen, roteiro de Nick Horny e direção de Jean-Marc Vallee, o mesmo de Dallas Buyers Club. Sucesso certo.

Li o livro há alguns meses. É emocional, trágico, engraçado. Uma história de superação que faz as pessoas se identificarem, mesmo que não seja mulher, nunca tenha experimentado heroína, perdido um ente querido ou feito uma caminhada de dois mil quilômetros. O livro me pegou e, inspirada pelas descrições que Cheryl fez sobre as florestas da Califórnia e do Oregon, um dia acordei mais cedo, botei duas meias, amarrei meu Converse, enchi uma pequena mochila com agasalho, mapa, água e trail mix e passei um dia andando ao redor do Mount Talmapais, nas montanhas da Baía de São Francisco. Repeti a experiência em seguida na mesma Portland onde a autora acaba o livro e vive até hoje.

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Basta seguir os diamantes azuis

Não escrevi sobre isso ainda, talvez por não saber direito como, talvez por ter entrado numas de respeitar esses dias, que não foram aventuras loucas nas florestas de redwoods, mas me emocionaram com lembranças e sentidos que eu achava ter perdido. Na adolescência, antes de entrar de cabeça em after-hours e música eletrônica, fiz rapel, trilhas, exploração de cavernas e até um começo de alpinismo. Era muito legal e eu sentia que era resistente e levava jeito pra coisa. Tenho fotos para provar. Mas a vida tomou outros rumos e deixei de lado. Então foi legal passar esses dias nas trilhas admirando árvores, ouvindo pássaros e descobrindo, por exemplo, que ainda sei ler mapas ou estimar quanto tempo leva para ir andando de um ponto até outro.

Não há nada parecido com estar sozinho na natureza – ainda bem que a gente não precisa fazer a Cheryl Strayed pra experimentar isso.

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