Viagem

Atualizando vacinas na Sala do Viajante, em São Paulo

Carteira de vacinação: adulto também tem.

Então você está planejando aquela viagem para [coloque aqui o local distante/zona de risco de sua preferência]?

Além do básico como passagens, seguro de viagem e, em alguns casos, emissão de visto, uma coisa importante é checar se há alguma vacina deve que tomar. Alguns países podem barrar sua entrada na falta da carteirinha de vacinação internacional – Índia e Colômbia, por exemplo, exigem comprovante internacional de vacinação contra febre-amarela*. É uma forma de garantir que certas doenças não entrem novamente na região. Pensando na viagem para a Índia esbarrei em prevenções contra febre tifóide, raiva e hepatites A/B, mas minha humilde carteirinha só tinha o carimbo da imunização contra febre amarela que atualizei ano passado.

No postinho de saúde perto de casa fiquei sabendo que tanto o Hospital das Clínicas quanto o Emílio Ribas contam com uma ‘central do viajante’ chamada Sala do Viajante. São médicos que indicam quais vacinas você deve tomar, e quando, dependendo de onde está indo. E isso não vale só pra gringa: algumas regiões do Brasil exigem certos cuidados também – ainda há cerca de 30.000 casos de malária na região norte do país a cada ano.

A parte chata é que há pouca informação online. Consultei o horário de funcionamento no site oficial, mas só quando cheguei lá é que soube da necessidade de agendar a consulta com antecedência – o que pode ser feito com uma visita prévia ao local quanto pelo email. O pessoal do ProximaTrip fez um bom post sobre a ida às Clínicas (leia) e o funcionamento do Emílio Ribas (ao lado das Clínicas, na Dr Arnaldo, pouco antes da Rebouças) é o mesmo. Você também pode entrar em contato e marcar diretamente com eles pelo email agendamento@emilioribas.sp.gov.br.

Não perdi a viagem porque havia desistência. Dei um tempo no cheio, quente e bagunçado ambiente do Emílio Ribas mas valeu a espera: o médico e a enfermeira fizeram muitas perguntas, mostraram mapas e até deram uma pequena aula sobre malária. Saí de lá sabendo que a doença ainda é uma ameaça real, transmitida por mosquitos, que não existe vacina e que a melhor forma de evitar é a dupla repelente/roupas. A região onde vou (Kerala, sul da Índia) não é zona de risco como o norte do país e parte da África, casos em que uma profilaxia pré-viagem pode ser indicada. Também ouvi mais recomendações sobre não beber água da torneira, fugir de alimentos não cozidos, não chegar perto de macacos (!) e etc.

Aproveitei para atualizar a carteira de vacinação com as vacinas básicas (tétano, hepatite B, etc), algo que pode ser feito a cada dez anos em qualquer post da rede pública – como anda a sua? E sai de lá com uma receita para tomar vacina contra febre tifóide (que é transmitida por bactérias em água e comida contaminada) e hepatite do tipo A (transmitida por vírus), que só estão disponíveis em clínicas particulares. A da hepatite A é fácil de achar, mas redes grandes como Delboni e Fleury não têm a vacina para febre tifóide. No Google dá pra achar onde tem na sua cidade/região, só lembre de ligar antes e confirmar. Cada uma custa cerca de R$100.

A carteira de vacinação: adulto também tem.

A carteira de vacinação: adulto também tem.

* o tal Certificado Internacional de Vacinação é emitido pela ANVISA, depois que você já tomou a vacina de febre amarela. Em São Paulo, você tem que levar o comprovante de vacinação (vulgo carteirinha atualizada) em um dos três postos, junto com documentos. Mais informações.

** foto da home por radiookapi, via flickr.