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Viajando em São Paulo.

Na esquina da Augusta com a Paulista, um grupo de dez ou quinze pessoas fazia um círculo debaixo da chuva para, protegidos por capas plásticas, escutar uma menina de traços asiáticos. Em inglês perfeito e voz alta, ela explicava que o passeio ia acontecer na chuva mesmo, que ia durar três horas e que o mapa já distribuído tinha dicas de lugares para comer e passear depois. Pediu pra todo mundo prestar atenção, evitar ficar mostrando celular e máquina fotográfica e não se separar do grupo. E lembrou que, apesar de gratuito, as colaborações financeiras no final são o que pagam o trabalho dos guias. Nessa tarde eram duas guias: uma que explicava o roteiro, mostrando a Avenida Paulista num mapa de São Paulo, e a colega carregando prancheta com nomes e emails dos participantes.

Turismo em São Paulo, acredita?

Puxei assunto com a segunda, curiosa que sou. Era um grupo do Free Walking. O formato é antigo na gringa, sempre conta com gente local para mostrar a cidade para turistas. Como o nome indica, é gratuito e a pé. O São Paulo Free Walking Tour já rola há três anos, e no primeiro teve que passar por todo o processo de documentação exigido pela Secretaria de Turismo da cidade. Ou seja: é uma tour legal, com guias credenciados, tudo certinho. Mas a formalidade acaba aí. Um Free Walking Tour é em inglês (boa pro seu amigo gringo), funciona na base do pague quanto/se quiser (em dinheiro, na mão do guia), não requer cadastro prévio (bastando aparecer na hora e local combinados). Ah: e acontece com chuva ou sol.

Segui meu caminho pra dentro do metrô quando a moça abriu um mapa do Brasil e começou a contar que esse é o quinto maior país do mundo, com 26 estados e etc. Essas coisas nós aprendemos na escola, mas o grupo de visitantes, não. Ouviam com interesse, esperando para conhecer a Avenida Paulista, comer pão de queijo, tomar açai.

São Paulo Free Walking Tour

Biblioteca Municipal Mario de Andrade: já foi?

O São Free Walking Tour tem dois rolês: um na Paulista (saídas às quintas e domingos, 15h30, na esquina da Paulista com Augusta, sentido Jardins, ao lado da entrada do metrô Consolação, dura três horas) e um no centro velho (saídas às segundas, quartas e sábados, 11h30, na Praça da Repúblico, ao lado do posto de informações turísticas, dura três horas e meia). Acontece faça chuva ou sol.

Vai lá: http://www.saopaulofreewalkingtour.com e http://facebook.com/spfreewalkingtour

Pois não só há turistas em São Paulo, como eles estão ganhando uma linha circular Hop On Hop Off Sightseeing – aqueles ônibus vermelhos de dois andares (leia no Explora Sampa). As ciclovias, o Largo da Batata, o Mirante 9, as salas de cinema de rua retomadas, o Minhocão nos finais de semana, o movimento em torno do Parque Augusta, a nova Vila Buarque, os grafites na Vila Madalena – São Paulo, nossa Babilônia, há tempos não era tão viva. É um momento especial da cidade e, honestamente, cada vez que pouso em Guarulhos é com prazer. Talvez viajar tenha me mostrado o quão paulistana sou e o quanto quero fazer parte do que está acontecendo aqui – andando, conhecendo, conversando, divulgando.

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