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Walking tours: quando os pés são o melhor transporte

Camininto, Buenos Aires. Image by Brigitte Werner from Pixabay

Quem já viajou por aí sabe que, de tempos em tempos, vai trombar com um número grande de turistas aglomerados ao redor de um ponto turístico famoso. Outras vezes, vai os encontrar em um beco olhando por uma janela que, para desinformados, não tem nada de especial. Essa é a mágica dos tours guiados a pé – os walking tours.

Prática muito popular na Europa e grandes cidades dos EUA, as walking tours normalmente são oferecidas de graça, com a expectativa que se dê pequenas gorjetas ao guia, e oferecem um olhar alternativo em cidades superturísticas.

Todas as fotos desse post são do Pixabay.

Buenos Aires

Na capital argentina a empresa Free Walks oferece dois roteiros sem custos onde o viajante pode optar por rodar no bairro da Recoleta ou no centro histórico, com guias falando espanhol e inglês. Com a alta procura de brasileiros pela cidade, alguns podem inclusive arranhar um portunhol. Nos finais de semana acontece outro interessante passeio oferecido pela BA Free Tour, também pelo centro mas com um olhar alternativo: focando na Buenos Aires aristocrática. Durante os finais de semana, acontecem paradas em áreas populares de comércio para que os turistas possam comprar souvenirs e produtos típicos portenhos como doce de leite e artigos de couro. Para efeito de comparação, o passeio em um ônibus de turismo, daqueles tradicionais de dois andares com gravações sobre a cidade que leva os passageiros para vários locais, custa cerca de mil pesos por pessoa, por dia – cerca de R$95.

Las Vegas

Até Las Vegas, famosa pelas longas e luxuosas limusines, uma cidade onde pouco se estimula trajetos a pé, possui um passeio para viajantes animados a andar. A Nomad Tour oferece um percurso de duas horas que começa em
frente ao Mirage, famoso hotel e cassino. No percurso, os guias contam a história da cidade e das casas de jogos, fontes, eventos e grandiosas lutas de boxe. O Brasil há tempos não tem mais cassinos, mas essa é uma modalidade importante do turismo em Vegas e, caso visitantes queiram jogar, uma forma de diminuir os custos é praticar antes e chegar pronto para apostar. A Betway, plataforma de apostas online, é uma boa alternativa para isso.

Nova Iorque

Nova Iorque é uma cidade bem amiga dos pedestres e tem várias opções de walking tours. Normalmente os passeios são divididos pelas regiões da cidade, Central Park, Downtown, Midtown, Uptown e Brooklyn, por conta
das longas distâncias – aliás, não se iluda ao pensar que esse é um passeio
tranquilo por ser uma metrópole plana. As distâncias são longas e anda-se muito em Nova Iorque. Mesmo que os pontos de parada sejam muitos, é bom isso é preciso ter um algum preparo físico, além de garantir a garrafinha de água e um sapato bem confortável. É possível, inclusive, fazer um tour de cerca de 22 quilômetros em um só dia, passando por todos os mais famosos pontos turísticos da cidade. Talvez a melhor recomendação seja fazer tudo com calma e não extrapolar para fazer tudo em um só dia, já que a cidade é incrível mas ninguém é de ferro.

Tóquio

A capital do Japão é uma das cidades mais caras do mundo para turistas — e uma das mais interessantes também. Mas se não dá para fugir de gastar alto em hospedagem, alimentação e deslocamentos, é possível economizar com passeios. O Parlamento Japonês, por exemplo, fica em uma área ocupada por senhores feudais no passado e que hoje abriga todas as sedes legislativas do país. A imponente construção é uma visita obrigatória pelos belos jardins e há um tour gratuito, com acesso à galeria pública, sala do Imperador e ao hall com o piso decorado por cerca de um milhão de pedaços de azulejo.

São Paulo

Mas não pense que é só no exterior que os tours a pé fazem sucesso. A Prefeitura da cidade de São Paulo oferece seis diferentes trajetos pelo centro histórico, com opções em português, espanhol e inglês. O trajeto normalmente começa na sede da Prefeitura, segue para o Theatro Municipal e outros pontos importantes da região, depois segue para a Consolação sobe para encerrar na Avenida Paulista. Também há
um passeio um pouco mais boêmio, em espanhol, que roda pela Vila Madalena com paradas estratégicas em bares e botecos de maior sucesso. Apenas um dos tours oferecidos pela Prefeitura são cobrados. Todos os outros são gratuitos ou sugerem o “pague o quanto vale”, para recompensar de alguma forma os guias que lideram o programa.

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