EUA, Viagem

Viajando leve: walking tours

Serve pra turista e pra viajante: uma viagem é melhor quando você explora as ruas. Aquele rolê que todo mundo faz quando chega numa nova cidade para comprar um cartão de celular, esticar as pernas, quem sabe almoçar, é importante para espantar o jet-lag, para começar a entender um lugar.

É um exercício. Você come mais quando viaja? Eu também. E tá certo. Mas é péssimo voltar com a calça apertada no avião. Andar não faz milagres, mas ajuda horrores!

Detalhes tão pequenos. Um café vendendo brownies frescos. Uma loja linda em promoção. Uma pequena livraria de bairro que vende cartões postais antigos. Isso nem sempre está nos guias e passa batido pela janela da van. Mas andando você sente o cheiro, pára e olha a vitrine, entra para conhecer melhor.

A geografia é importante, porra! Cada cidade tem um planejamento diferente. Muitas não tem planejamento algum, é verdade. E nem todas seguem um grid geométrico de quarteirões perfeitos. Ao caminhar você entende que ruas servem como divisas, qual o melhor caminho para chegar naquela praça, qual parte do bairro é menos/mais turístico que outra.

Fora da trilha mais batida. Isso é especialmente verdade em cidades super turísticas. Em Florença fiz uma tour incrível com o Walks of Italy e meu guia, um nova-iorquino que largou a carreira de advogado para viver dando aulas de história florentina na Itália, chamou a atenção para isso – a piazza está lotada de grupos de chineses/russos/brasileiros tirando fotos? Ande um quarteirão para dentro e encontre um café vazio, um restaurante agradável ou uma sombra para sentar e descansar.

A história está nas ruas.  “Uma cidade é cheia de história, mas você perde se não prestar atenção”, disse Mike, o guia que me levou para conhecer um pouco de San Francisco a pé no domingo. E não é que circulando pelo meu bairro hoje de manhã achei uma rota histórica de Japantown para fazer andando? Em umas duas horas você aprende sobre personagens e locais importantes para a memória da área.

Meus rolês acabam durando horas, porque gosto de andar. Andei horrores nesses dois primeiros dias sozinha em São Francisco. Foi andando que encontrei a Flight 001 (loja desejo de viajante!), as Painted Ladies (apenas estavam no caminho), as esculturas temporárias de Hayes Valley, a padaria mais antiga de Chinatown.

As "painted ladies" são as casas mais fotografadas da Alamo Square. Mas andando entre a praça o Hayes Valley tem muito mais.

As “painted ladies” são as casas mais fotografadas da Alamo Square. Mas andando entre a praça o Hayes Valley tem muito mais.

No meio do caminho tinha uma pagoda. De madeirite. Grafitada. Com gente dormindo dentro.

No meio do caminho tinha uma pagoda. De madeirite. Grafitada. Com gente dormindo dentro.

A padaria mais antiga de Chinatown. A especialidade é o 'moon cake', mas os dim sums são deliciosos. Ah, e tem chá à vontade, basta e entrar e pegar.

A padaria mais antiga de Chinatown. A especialidade é o ‘moon cake’, mas os dim sums são deliciosos. Ah, e tem chá à vontade, basta e entrar e pegar.

 

Mike, um canadense guiando turistas num bairro chinês nos EUA.

Mike, um canadense guiando turistas num bairro chinês nos EUA.

Mas também ando muito em São Paulo (leia aqui), uma forma de continuar viajando sem sair da minha cidade. Walking tours são comuns em cidades que recebem muitos turistas. Em São Paulo eu vejo cada vez mais delas – o Bem São Paulo é um bom exemplos. Ideal pra mim é quando junta caminhada e comida, como o Taste of Porto Food Tour (que fiz em outubro passado) e a SP no Prato da Thabata Neder.

Foi andando/comendo que fiz meu debut em Chinatown, numa walking tour de algumas horas com a Viator.  A “excursão noturna por Chinatown e North Beach” é um mergulho nessa ONU em miniatura que é São Francisco, cheia de imigrantes com suas línguas, sabores e cores. A tour (que também pode ser dividida em duas, mais longas: só por Chinatown, só por North Beach) explora o encontro da China e da Itália no extremo oeste norte-americano – primeiro comendo dim sum e bebendo chá, comendo pizza e bebendo vinho (californiano, delícia).

Mike, o meu guia, é canadense e mora na cidade desde criança. Se apaixonou por São Francisco conforme foi recebendo familiares e amigos interessados em ver a cidade. Arquiteto, mostrou um olhar especial para fachadas e apontou livrarias, becos, neons, igrejas e cantos, cada um com uma história.

Vai lá
Viator Brasil: Excursão noturna por Chinatown e North Beach
Viator Brasil: São Francisco

Leia também
How to get to know a city, digital nomad style no Venturist.

PS!
postando horrores no Instagram e Snapchat (gaiapassarelli) durante as andanças, vem comigo!

** MAIS **

Mailing do How to Travel Light: uma vez por mês, de graça, só com os posts mais legais -> clique aqui e não perca nenhum!