Eu gosto de pensar e falar sobre corpo à luz da evolução, e se a gente pensar sob esta perspectiva entendemos que o movimento e força são parte importante da nossa história evolutiva. Infelizmente no mundo de hoje “movimento” pra muita gente quer dizer estar academia, embora não seja só sobre puxar ferro (ou se pendurar na barra), mas também muita caminhada que pode ser na rua. Então eu acho que quando a gente entende o exercício mais como um aliado e menos como um job as coisas ficam mais naturais e chega um ponto onde a gente se sente até mal em não treinar. Nem é busca de dopamina, como na corrida, pq musculação não faz isso, é pensar mesmo que nosso corpo gosta e prospera com a força.
comecei a rotina de academia há 3 meses. no início pensei que ia odiar, mas me apaixonei já na primeira ida. tudo porque o foco é mexer o corpo, conseguir subir num ônibus quando estiver com 46 anos (tenho 43), conseguir apartar briga de crianças de 8 anos (sou professora de minianjos) e mesmo assim, vez por outra, me vem o pensamento "por que ainda não estou com o corpo daquela ali do lado que já está todo definido?" geralmente a resposta é: porque não sou aquela outra, porque ela começou há mais tempo e porque deve ser uns 10 anos mais nova. essa coisa de ser cool pelo simples fato de não se importar é algo que não é tão difundido quanto deveria. o recado mais abrangente é que nossa hora já passou e deveríamos sumir como sujeitos. mas não vamos!
Muito bom! Encontrar conforto e familiaridade no exercicio é o exercicio constante. Encontrei espaços e incentivos que me ajudam a buscar o corpo e a saúde que quero. Adorei ver sua percepção. Inclusive essa academia que você postou viralizou no xuitter essa semana ahahah
Muito legal! Gostei do texto não ser necessariamente uma crítica a mulheres que escolhem outros caminhos, mas só uma evidência de um ponto de vista que muito se alinha com o que eu penso (com metade da idade da autora). 💖
Como me identifiquei muito com o que você escreveu sobre o corpo, (estou exatamente com 50 anos), peço licença pra compartilhar um espaço (em app e aulas ao vivo) que está me fazendo muito bem: MOVA, segundo a Ju Mota, profissional responsável por ele, tem esse nome justamente por ter o movimento como premissa básica. Faço Pilates há muito anos, mas sempre com uma necessidade de vencer a preguiça. No MOVA é a primeira vez que me dedico com mais prazer do que com sentimento de obrigação. Não há apelo estético e sim o objetivo de bem-estar. Enfim, parece propaganda, mas não é...rs. Sou do time que coisa boa a gente joga para o Universo. Abraços!
Sensacional e aliviante o seu texto, Gaia! É assustador ir a academia sem celular, pq vc tem a oportunidade de ver a maluquice que é aquilo. Se as redes sociais sumissem, não sobraria uma smart fit. Não é um questão de saúde, as vezes nem de corpo, mas de performance. Virou uma religião, cheio de expectativas, esperas por milagres e culpa, muita culpa.
“ O que venho aprendendo nos meus anos de tentativa é que fazer exercício não é sobre transformar o corpo, mas sobre fazer as pazes com ele. O mais bonito não é o resultado. É o simples fato de ter ido. Tentando ficar inteira quando o corpo anda insistindo em se bagunçar.”
Esse parágrafo me pegou muito. Hoje mesmo pensei isso quando estava na academia. Estava me sentindo frustrada quando vi uma novinha sarada (43 aninhos por aqui), mas depois pensei: Minha barriga não é chapada, mas pelo menos eu vim
Gostei de saber que as mulheres 50+ são as mais "cool". De fato, a gente se libera de muita coisa, mas lidar com as perdas que se somam a cada ano é um grande trabalho, bem mais difícil que treinar o corpo todo dia.
"Cada vez que eu tento “melhorar” o corpo, descubro que o que quero, na real, é habitá-lo: encontrar conforto no movimento."
me senti tão abraçada por essa frase <3
mas é bem verdade, né? uma sensação parecida com aquela que a gente tem depois de dar uma arrumada boa na casa, rs.
Que conforto ler esse texto e saber que não sou a única com quase 50 que está pensando assim também. Obrigada. ♥️
Eu gosto de pensar e falar sobre corpo à luz da evolução, e se a gente pensar sob esta perspectiva entendemos que o movimento e força são parte importante da nossa história evolutiva. Infelizmente no mundo de hoje “movimento” pra muita gente quer dizer estar academia, embora não seja só sobre puxar ferro (ou se pendurar na barra), mas também muita caminhada que pode ser na rua. Então eu acho que quando a gente entende o exercício mais como um aliado e menos como um job as coisas ficam mais naturais e chega um ponto onde a gente se sente até mal em não treinar. Nem é busca de dopamina, como na corrida, pq musculação não faz isso, é pensar mesmo que nosso corpo gosta e prospera com a força.
Adorei 🩷
Amei o texto. Eu, uma jovem senhora, no auge da vida e dos 47 anos, me senti acolhida.
Muito obrigada!
comecei a rotina de academia há 3 meses. no início pensei que ia odiar, mas me apaixonei já na primeira ida. tudo porque o foco é mexer o corpo, conseguir subir num ônibus quando estiver com 46 anos (tenho 43), conseguir apartar briga de crianças de 8 anos (sou professora de minianjos) e mesmo assim, vez por outra, me vem o pensamento "por que ainda não estou com o corpo daquela ali do lado que já está todo definido?" geralmente a resposta é: porque não sou aquela outra, porque ela começou há mais tempo e porque deve ser uns 10 anos mais nova. essa coisa de ser cool pelo simples fato de não se importar é algo que não é tão difundido quanto deveria. o recado mais abrangente é que nossa hora já passou e deveríamos sumir como sujeitos. mas não vamos!
Muito bom! Encontrar conforto e familiaridade no exercicio é o exercicio constante. Encontrei espaços e incentivos que me ajudam a buscar o corpo e a saúde que quero. Adorei ver sua percepção. Inclusive essa academia que você postou viralizou no xuitter essa semana ahahah
sim, hahahahah! mas espero que esse hype passe logo pq uma das melhores coisas sobre ela é que ninguém conhece :)
Muito legal! Gostei do texto não ser necessariamente uma crítica a mulheres que escolhem outros caminhos, mas só uma evidência de um ponto de vista que muito se alinha com o que eu penso (com metade da idade da autora). 💖
ah, tenho cá minhas críticas também :) mas esse texto não é sobre a vida dos outros, é sobre a minha vida.
Amei o texto ✨💛
Como me identifiquei muito com o que você escreveu sobre o corpo, (estou exatamente com 50 anos), peço licença pra compartilhar um espaço (em app e aulas ao vivo) que está me fazendo muito bem: MOVA, segundo a Ju Mota, profissional responsável por ele, tem esse nome justamente por ter o movimento como premissa básica. Faço Pilates há muito anos, mas sempre com uma necessidade de vencer a preguiça. No MOVA é a primeira vez que me dedico com mais prazer do que com sentimento de obrigação. Não há apelo estético e sim o objetivo de bem-estar. Enfim, parece propaganda, mas não é...rs. Sou do time que coisa boa a gente joga para o Universo. Abraços!
procurei no google e deu um espaço na Vila Prudente, São Paulo. é esse?
É só virtual (até onde eu sei). https://mova.site/
@juota_mova
Tem um cronograma de aulas ao vivo e muitas aulas gravadas
que dica legal! vou conhecer!
Mais um texo que vai no ponto, Gaía. <3
obrigada, Élvio :D
Corpo nao é projeto: exatamente isso! Adorei te ver nesse nosso mini rally literário esportivo! Beijocas
acabei de incluir mais dois links ali :D
Sensacional e aliviante o seu texto, Gaia! É assustador ir a academia sem celular, pq vc tem a oportunidade de ver a maluquice que é aquilo. Se as redes sociais sumissem, não sobraria uma smart fit. Não é um questão de saúde, as vezes nem de corpo, mas de performance. Virou uma religião, cheio de expectativas, esperas por milagres e culpa, muita culpa.
“ O que venho aprendendo nos meus anos de tentativa é que fazer exercício não é sobre transformar o corpo, mas sobre fazer as pazes com ele. O mais bonito não é o resultado. É o simples fato de ter ido. Tentando ficar inteira quando o corpo anda insistindo em se bagunçar.”
Esse parágrafo me pegou muito. Hoje mesmo pensei isso quando estava na academia. Estava me sentindo frustrada quando vi uma novinha sarada (43 aninhos por aqui), mas depois pensei: Minha barriga não é chapada, mas pelo menos eu vim
Gostei de saber que as mulheres 50+ são as mais "cool". De fato, a gente se libera de muita coisa, mas lidar com as perdas que se somam a cada ano é um grande trabalho, bem mais difícil que treinar o corpo todo dia.
Perfeito