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Ferdinando Casagrande's avatar

Gaía, como você, sempre fui frequentador de bibliotecas. No meu tempo, porém, elas eram meio caídas, largadinhas. Nem por isso deixei-as. Nos anos 2010, fui morar com dois filhos, bebês praticamente, em Nova York. E as bibliotecas viraram nosso refúgio de inverno, abrigo de verão, companheiras de meia-estação. Passávamos pelo menos uma tarde por semana lá, nas salas infantis. Levávamos livro para ler na hora da cama, filmes, jogos de tabuleiro. Um encanto. Quando voltei ao Brasil, em 2017, montei um projeto para dinamizar a única biblioteca pública da pequena cidade que escolhi para viver, no interior de São Paulo. Ofereci à prefeitura o meu trabalho voluntário, mas não quiseram. Biblioteca cheia dá trabalho, né? O povo começa a gostar, começa a ler e a cobrar… Enfim. Quando me mudei de lá, a caminho da Indonésia, tentei deixar duas caixas de literatura portuguesa e africana de língua portuguesa que, infelizmente, eu não tinha como levar comigo, nem onde deixar. Mais uma doação rejeitada. A bibliotecária não tinha espaço para mais livros. Mandou-me a uma instituição da cidade que sequer tinha biblioteca, mas pegava livros para a professora de artes picotar com as crianças. Sério? Uma bibliotecária dar uma sugestão dessas? Mundo estranho este em que vivemos.

Paula Maria's avatar

Que guia ótimo 📙📙📙📙

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