Tá Todo Mundo Tentando: encontrar sua turma
Ando perdendo um pedaço do tipo de vida que sei que quero. Mas não estou sozinha nisso.
Oi,
Você já viveu muitas vidas nesse pós-Carnaval?
Tô escrevendo olhando um dia abafado e cinzento pela janela e nem parece que há uma semana tava um puta sol e tava todo mundo na rua e/ou descansando. Essa época do ano tem um clima esquisito mesmo, nos obrigando a voltar pra rotina com o desejo de festa (ou o conforto do descanso) ainda grudado no corpo. É preciso ter muita força de vontade para retomar as coisas e cuidado para não entrar naquele modo “agora vai” que além de falso só serve pra endurecer o coração.
A edição de hoje tem um ensaio sobre a dificuldade de manter amizades na maturidade, a treta entre o Bowie e a MainMan, as Dicas da Insider com um mapa colaborativo de lançamentos da música brasileira em 2026 (e outras coisas legais!) e um qr code pra quem quer assinar a newsletter no Pix.
Quem lê
Ter uma turma
Ando tentando entender uma coisa ao mesmo tempo comum e incômoda: quando foi que deixei de ter uma turma?
Não estou falando de ter amigos. Eu tenho amigos. Cultivo amizades. Algumas muito antigas, algumas recentes. Tenho relações de afeto, gente que amo, conversas que me salvam. Mas não tenho aquela coisa meio sitcom, meio cinema, meio brunch com mesa grande, meio grupo no WhatsApp que nunca cala. Não tenho esse pacote completo aspiracional.
E às vezes me pergunto se isso é um defeito de caráter. Se se vem do fato de eu funcionar muito bem sozinha, se é resultado do meu gênio difícil ou da minha capacidade administrativa de podar gente que não faz sentido.
Pode ser que eu só tenha ficado ocupada demais, por tempo demais. Ou pode ser que comprei uma fantasia cultural, e estou tentando viver dentro dela como quem tenta vestir um jeans de 2016.
50s
Mas sei quando bateu um incômodo, e sei que esse incômodo veio do meu comportamento. Foi no começo desse mês, quando faltei no aniversário de cinquenta anos de uma amiga muito querida.
Essa amiga é o meu oposto complementar. É uma pessoa gregária, do tipo que tem talento para fazer gente existir ao seu redor com elegância e naturalidade. A pessoa que gosta de festa, de viagem em grupo, de mesas grandes com várias conversas rolando ao mesmo tempo. A pessoa que, quando você encontra, abre um sol no seu peito.
E ela fez uma festa linda de cinquenta anos. Uma dessas coisas que acontecem uma vez na vida. E eu não fui.
Não fui porque estava cansada. Estava cansada pq tinha trabalhado muito durante a semana. Cansada de um tipo de cansaço que não é sono, é a vida administrada. É resultado da rotina 9-to-5, mais duas newsletters semanais, mais livro, mais aulas. Trabalho o tempo todo, há anos, quando tiro férias normalmente é para cumprir outro objetivo profissional, e quando não estou trabalhando estou pensando em trabalho. Em conta a pagar. Em prazo. Em listas de tarefas, responsabilidades. A lista de coisas a fazer nunca para e, pior, não é compartilhável.
Então, fiz o que uma pessoa cansada faz quando está se sentindo pequena: escolhi ficar em casa sozinha. Escolhi não escolher roupa, não chamar Uber, não brindar, não ficar acordada até tarde. Escolhi adiar o encontro com alguém que eu amo numa data especial.
Alguém que no dia seguinte me disse: você fez falta.
Queria responder que eu também tenho sentido falta de mim mesma, que ando perdendo a vida que sei que quero. Que eu sei que não estou perdendo só uma festa.
Silos
Tenho um padrão bem claro, que encontrou eco num artigo mais ou menos recente da The Atlantic sobre o que chamam de “a falácia da turma de amigos”. A autora descreve amizades que existem em silos: cada encontro é um um-contra-um febril, com desabafo, confissão, olho no olho, terapia de boteco, fofoca, riso e, às vezes, choro.
Minhas amizades são assim: almoço na terça com uma pessoa, café no sábado com outra, drink com uma terceira. E funciono bem nessa arquitetura meio de ilhas. Às vezes é até lindo, porque tem uma intimidade sem plateia.
Mas tem dias em que essa vida parece meio solitária. Ainda mais porque São Paulo não facilita encontros, e a vida adulta parece inimiga da espontaneidade.
É aqui que entra a comparação. Vendo de fora, parece que todas as outras pessoas operam em unidades quentes, leais, robustas, com ritmos e códigos próprios. Elas têm apoio. Elas têm uma turma.
E eu não tenho, e isso me aciona um ciúme meio infantil, uma sensação colegial de estar perdendo alguma coisa que todo mundo tem e que eu deveria ter. Como se estivesse com algum defeito. Como se eu fosse, de novo, a menina esquisita da quinta série, que tem pais malucos e não entende as referências da turma conversando no intervalo.
Mas esse é o problema de medir a vida com a régua da expectativa alheia imaginada, não?
O que o texto da Atlantic me devolveu, também, foi uma hipótese simples e útil: “ter uma turma” não é o padrão.
A TV e o cinema nos ensinaram a achar que a vida adulta tem que ter um grupo fixo, uma comunidade portátil, uma mesa de bar recorrente, aquele sofá em que todo mundo cabe. A internet piorou isso, porque faz parecer que qualquer ajuntamento é uma prova de sucesso.
Só que amizade adulta enfrenta problemas logísticos. Pra não dizer financeiros. Pessoas mudam de cidade. Pessoas trabalham demais. Pessoas se separam, ficam doentes, têm filhos, têm pais envelhecendo, têm ressaca, têm que acordar cedo, tem reuniões demais, têm fobia social, têm fases.
E aí, quando você está cansada, manter uma amizade vira um luxo que você precisa agendar. O que é perverso, porque era para ser o contrário: amizade é o que deveria te tirar do buraco.
Podas
E daí existe uma camada de temperamento muito meu que não posso fingir que não existe. Nem sempre fui assim, mas tem tempo que me tornei uma pessoa quieta, que odeia barulho e multidão - é comum na minha idade, parece. É uma parte minha que acha lindos os vídeos do show do Bad Bunny no Alianz Park, mas não queria estar lá nem fodendo. Fico genuinamente bem sozinha, com meus disquinhos e meus caderninhos e meus livrinhos e meu sofazão. E acho tédio um privilégio. Sinto prazer em estar só e isso não é tristeza disfarçada, é só… paz.
Mas também tenho uma eficiência assustadora em cortar relações quando o santo para de bater. Sou (fui?) capaz de aguentar anos de amizades meio esquisitas porque, teimosa e pisciana, dou muita chance. Daí, quando finalmente viro a página, é definitivo.
E isso tem um custo, claro.
Porque a turma, por definição, é uma coisa meio imperfeita. Você não gosta de todo mundo o tempo todo. Você convive. Você suporta. Você negocia o desconforto.
E eu não sei negociar desconforto social, porque já tenho que negociar muita coisa na vida - como trocar minha cabeça, minha experiência e meu tempo por um salário que pague o apartamento bonito onde moro.
Enfim
Não acho que a solução para a vida seja “arrumar uma turma”. Acho que a vida real é grande demais para caber numa fantasia de sitcom. Mas também não quero usar o meu cansaço (e/ou meu temperamento) como desculpa para desaparecer.
Porque sei o que aconteceu quando faltei na festa da minha amiga. Sei o que eu estava escolhendo: eu estava escolhendo o trabalho acima do que é importante. De novo. E reconheço o choro que dei, sozinha, quando ela disse que eu fiz falta. Eu quero minhas amigas dancem comigo na minha festa de cinquenta anos, quando for minha vez.
Se amizade adulta é logística, então pode ser também um gatilho de coragem, de aparecer mesmo cansada, ser uma presença imperfeita, não transformar encontro em produtividade emocional.
Eu não sei quando foi que comecei a achar difícil manter amizades. Mas sei que, se agir, minha ilhota de solidão vira um arquipélago inteiro.
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David Bowie da semana: MainMan
A MainMan (escreve assim mesmo e amo esse nome, se vc falar rapidinho em português vira um “mêim mêim” gostosinho de falar) foi a empresa de gerenciamento musical que viabilizou a transição do Bowie de artista promissor para estrela do rock, nos anos 1970.
Parte indissociável da história toda, foi fundada pelo empresário Tony DeFries, uma mistura de picareta com visionário, em 1972, com a ideia de promoção agressiva, controle criativo e direitos de artistas, atuando como um estúdio de cinema da era de ouro de Hollywood, só que no louco mundo da música setentista.
Através da MM, DeFries (que também trabalhou com Iggy Pop, Lou Reed, Luther Vandross e Mott The Hople), gerenciou a carreira de David Bowie de 1970 até 1975, cobrindo o período de ascensão global com os álbuns fundamentais da época Hunky Dory (que DeFriesfinanciou do próprio bolso), Ziggy Stardust e Aladdin Sane.
A história curta é que Bowie assinou com DeFriesem 1970, quando estava insatisfeito com seu manager anterior, Ken Pitt. Ele vinha do enorme sucesso de “” Space Oddity” e sentia que corria o risco de não atravessar a barreira do one hit wonder. Junto com Angela Bowie, DeFriese sua trupe foi crucial para desenvolver não só um plano de ação, mas sustentar a estrutura criativa que permitiu que Bowie montasse e liderasse uma boa banda, alinhada com o que era mais quente musicalmente. Entre as lendas da época, foi aí que Bowie viajou pros EUA, cortou e tingiu o cabelo de laranja brilhante, montou os Spiders From Mars e parou de encostar em maçanetas - uma forma de dizer que esperava que as portas fossem abertas para ele.
A MainMan propriamente dita começou em 1972 com escritórios em NY, Londres e Tóquio, mas a relação de DeFriescom o Bowie vinha de antes: em maio de 1970, via GEM Group (embrião da MainMan), Bowie assinou um contrato que deu ao empresário exclusividade e controle amplo sobre gerenciamento, publishing e negociações de gravações — incluindo desfazer contratos anteriores. O acordo previa a divisão 50/50 dos royalties líquidos (receita menos custos) não só de discos, mas também de publishing, merchandising e rendimentos futuros ligados a shows, com DeDeFriesfries centralizando as finanças e as negociações. Ao mesmo tempo, o empresário conseguiu algo raro para a época: na negociação com a RCA, em 1971, em que artista e empresa passaram a ser co-proprietários dos masters durante o contrato - um ativo que mais tarde se provaria valiosíssimo.
O problema é que, na prática, “lucro líquido” significava que a conta vinha antes do artista: a máquina promocional, os escritórios, a equipe e os luxos da entourage MainMan eram deduzidos, e as despesas de turnê drenavam receita (com boa parte indo para promotores, venues e managers), num contexto agravado por impostos altos e dívidas no Reino Unido. Em 1974, apesar de arenas lotadas e milhões de discos vendidos, Bowie se viu quase falido e sem controle real do próprio dinheiro, num período atravessado por paranoia e pelo consumo pesado de cocaína (em choque óbvio com a suposta política de “tolerância zero” ao uso de drogas de DeFries). A parceria se rompeu formalmente em 1975, mas as pendências contratuais e a participação residual de DefDeFriesries seguiram por décadas; a fase em Berlim (1976–79) também funciona como fuga do glitz caro de Los Angeles, com uma vida bem mais contida, com mesada controlada por Coco Schwab - a lendária e leal administradora de Bowie.
As finanças só se estabilizam de verdade quando Bowie volta ao centro do pop global nos anos 80: Let’s Dance (1983) foi um sucesso gigantesco que abriu uma fase de caixa forte, impulsionada por turnês como a Serious Moonlight Tour, cachês de cinema (Fome de Viver e Labirinto) e os royalties crescentes de catálogo. Com Coco ajudando a pôr ordem na casa e conter excessos, é aí que o Bowie artista reconstrói sua autonomia financeira e, com o tempo, transforma seu catálogo (incluindo as masters negociados por Defries, avaliados em dezenas de milhões) na espinha dorsal de um patrimônio que chegaria a cerca de £135 milhões em 2016.
O capítulo final vem em 1997, quando Bowie usa o que ficou conhecido como Bowie Bonds para levantar caixa: ele emite US$55 milhões em títulos lastreados nos royalties de 25 álbuns (1969–1990), vendidos à Prudential Finantial com retorno fixo de 7,9%, e usa parte dos recursos para comprar a saída definitiva de Tony DeFries (algo na faixa de US$27–30 milhões pendentes desde 1975).
Com isso, encerra a última participação do antigo empresário — que envolvia metade dos lucros líquidos em publishing, masters e merchandising — e retoma o controle total do próprio catálogo; mais tarde, em 2007, os direitos atrelados aos Bonds voltam para ele, consolidando o fluxo de renda pra lá de sadio, até o fim da vida (usado, entre outras coisas, para comprar arte e imóveis, e garantir a manutenção do arquivo que daria origem às exposições no Victoria & Albert Museum) e garantir herança para sua filha e filho. Não é pouco.
🔗 Saiba mais
Tony Defries (Wikipedia)
'Bowie bonds' - the singer's financial innovation (BBC)
Bowie fala à Melody Maker sobre Defries em 1978 (Bowie Golden Years)
David Bowie Archive (Victoria & Albert Museum)
👻Newsletter amiga da semana: TerraTreva
E o horror nacional, hein? Nessa edição, o escritor, tradutor e pesquisador Oscar Nestarez (responsável pelas compilações Tênebra, publicadas pela Fósforo, que registram as narrativas de horror brasileiras de 1839 a 1949) tenta buscar onde se encaixa o Brasil no atual cenário de literatura de horror na América Latina.
Leia/assine/espalhe:
🔗 Dicas da Insider
Uma vez por mês, um breve bloco de dicas selecionadas por mim, com apoio da Insider. Neste fim de fevereiro, a proposta é bem simples: voltar pra vida real do pós-Carnaval sem precisar escolher entre conforto e presença. Coisas boas pra ver, ler e usar enquanto a rotina engrena de vez.
🧭 A Non-Exhaustive List of Sources for When You Need Real Information, Not Just Content
Uma lista em inglês da bibliotecária Hana Lee Goldin, MLIS (da newsletter Card Catalog ) pra quando bate a vertigem informacional e você não sabe mais o que é fato, meia-verdade ou lixo eloquente. A ideia não é prometer “imparcialidade” mas sim apontar fontes e ferramentas com transparência, padrões editoriais e correções. Hana organiza por categorias úteis: breaking news verificado (AP/Reuters), investigação (ProPublica), perspectiva internacional (Guardian/Rest of World), ferramentas de viés (Ground News/AllSides), além de saúde, finanças, reviews e eleições. Leia, guarde e ajude a espalhar:
🎧 Mapa de lançamentos da música brasileira em 2026
Pra quem vive com aquela sensação de que o algoritmo decide o que você vai ouvir: esse guia/planilha colaborativa de atualização contínua, montada por Rafael Chioccarello (Hits Perdidos) e Alexandre Giglio (Minuto Indie), reúne mais de 300 discos e EPs previstos para 2026 — e segue sendo atualizado. É um jeito ótimo de acompanhar o ano com contexto (e sem depender de hype), além de poder sugerir lançamentos pra entrar na lista.
📽️ A Friend of Dorothy
Indicado ao Oscar 2026 de curta live action, esse filme britânico de 21 minutos (com Miriam Margolyes e Stephen Fry) começa com um chute de bola no jardim e vira uma amizade improvável entre uma viúva solitária e um adolescente. É doce sem ser meloso, e dá pra ver de graça no YouTube:
📙 Inesquecíveis: quatro séculos de poetas brasileiras
Super lançamento da Bazar do Tempo: organizado por Ana Rüsche e Lubi Prates, Inesquecíveis é fruto de uma pesquisa que recupera as trajetórias e reúne poemas de 30 poetas fundamentais, muitas delas apagadas pela história literária oficial. O resultado é um panorama raro da presença de mulheres na poesia brasileira, do século 18 ao 21. com nomes como Beatriz Brandão, Narcisa Amália, Martha de Hollanda e Gilka Machado (entre muitas outras). Tanto para quem gosta de poesia quanto para quem é fã de uma revisão de cânone. Compre no site da editora.
👕 Volta ao trabalho, sem rigidez
Pós-Carnaval é quando a vida engrena de vez: a rotina profissional reaparece com tudo, e a gente precisa de roupa que acompanhe a agenda sem transformar o corpo num projeto de sofrimento. A seleção de hoje é pra esse ponto exato entre conforto real e presença: peças tecnológicas, minimalistas, de baixa manutenção, com cara de “chique sem esforço”.
Produtos foco (três linhas pra você entender o mapa):
FutureForm™: workwear inteligente, com design limpo e tecido que facilita a vida. Para conhecer a linha: FutureForm. E uma peça-âncora perfeita do pós-Carnaval é a calça FutureForm feminina: modelagem de alfaiataria com conforto, tecido leve, que desamassa no corpo e aguenta o ritmo do dia.
NEXTECH: a evolução premium das roupas funcionais, feita com fibra TENCEL™ Liocel. É aquela camiseta que não parece “camiseta qualquer” e segura o tranco do uso intenso, com caimento mais estruturado e controle térmico melhor. Saiba mais sobre a linha: NEXTECH. E aqui o link da peça: camiseta premium NEXTECH masculina.
LifeProof: pra quem vive com café na mão e mundo acontecendo em cima da roupa. A linha foi pensada pra repelir líquidos (água e óleo) e sujeiras, ter dupla ação antiodor e exigir menos lavagens, sem perder o toque macio e o caimento. Explicação completa aqui: LifeProof. E a peça: HighTech T-Shirt LifeProof feminina.
Cupom Insider
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Estamos vivendo a lombra pós-Carnaval e Bad Bunny, e a euforia tá dando lugar à contemplação.
Zeladoria: letras latinas
A Zeladoria de fevereiro vem com pés orgulhosos na onda latina que, espero, seja mais tsunami do que marolinha. Nessa edição, só de livros, falo de uma literatura que está bem mais perto de nós do que costumamos admitir.
Tá Todo Mundo Tentando: andar com fé
É simples e aparece nas pequenas coisas: pontos que vêm na cabeça, o cheiro da defumação que aparece do nada.





















