São Paulo tem mais de 100 bibliotecas públicas. Aqui estão algumas que revelam diferentes jeitos de viver a leitura na cidade.
Que guia ótimo 📙📙📙📙
obrihada :D eu tô usando muito a Mario de Andrade e tô meio in love com o assunto
GaÃa, como você, sempre fui frequentador de bibliotecas. No meu tempo, porém, elas eram meio caÃdas, largadinhas. Nem por isso deixei-as. Nos anos 2010, fui morar com dois filhos, bebês praticamente, em Nova York. E as bibliotecas viraram nosso refúgio de inverno, abrigo de verão, companheiras de meia-estação. Passávamos pelo menos uma tarde por semana lá, nas salas infantis. Levávamos livro para ler na hora da cama, filmes, jogos de tabuleiro. Um encanto. Quando voltei ao Brasil, em 2017, montei um projeto para dinamizar a única biblioteca pública da pequena cidade que escolhi para viver, no interior de São Paulo. Ofereci à prefeitura o meu trabalho voluntário, mas não quiseram. Biblioteca cheia dá trabalho, né? O povo começa a gostar, começa a ler e a cobrar… Enfim. Quando me mudei de lá, a caminho da Indonésia, tentei deixar duas caixas de literatura portuguesa e africana de lÃngua portuguesa que, infelizmente, eu não tinha como levar comigo, nem onde deixar. Mais uma doação rejeitada. A bibliotecária não tinha espaço para mais livros. Mandou-me a uma instituição da cidade que sequer tinha biblioteca, mas pegava livros para a professora de artes picotar com as crianças. Sério? Uma bibliotecária dar uma sugestão dessas? Mundo estranho este em que vivemos.
ah sim de forma alguma quis dar a entender que minha experiência pessoal representa a realidade de bibliotecas paÃs afora. até pq nesse projeto trato especificamente de uma cidade.
Ah, sim. Não quis parecer que estava desabonando seu projeto. Pelo contrário, fico feliz em saber que São Paulo, hoje, tem boa BPs. Eu sou paulistano, cresci em São Paulo. Já era hora da riqueza paulista ser colocada a favor da cultura.
pois é, com certeza dessa centena de bibliotecas tem muito problema de gestão.
seu relato me lembrou uma viagem que fiz c meu filho (nessa msm idade que eu relato no texto!) pro norte do amazonas, perto de roraima. estávamos em um grupo e não lembro bem pq fomos visitar abiblioteca do pequeno municÃpio ribeirinho. era uma sala até que espaçosa, ao lado da escola, com a escola cheia. era hora do intervalo e estava chovendo e a maioria das crianças estava com celulares e joguinhos. a biblioteca tinha mais goteira que telhado e os livros estavam todos molhados, vários já tinham apodrecido. como vc vai falar pra uma criança deixar de lado o celular se oq vc oferece p ela é um espaço inóspito?
como vc falou: cuidar dá trabalho, mais fácil não ter :(
o Rafael Tourinho trouxe um relato parecido com o seu aqui https://rafatourinho.substack.com/p/a-biblioteca-e-um-espaco-de-acolhimento
obrigada pela leitura e pelo comentário, Ferdinando!
Que guia ótimo 📙📙📙📙
obrihada :D eu tô usando muito a Mario de Andrade e tô meio in love com o assunto
GaÃa, como você, sempre fui frequentador de bibliotecas. No meu tempo, porém, elas eram meio caÃdas, largadinhas. Nem por isso deixei-as. Nos anos 2010, fui morar com dois filhos, bebês praticamente, em Nova York. E as bibliotecas viraram nosso refúgio de inverno, abrigo de verão, companheiras de meia-estação. Passávamos pelo menos uma tarde por semana lá, nas salas infantis. Levávamos livro para ler na hora da cama, filmes, jogos de tabuleiro. Um encanto. Quando voltei ao Brasil, em 2017, montei um projeto para dinamizar a única biblioteca pública da pequena cidade que escolhi para viver, no interior de São Paulo. Ofereci à prefeitura o meu trabalho voluntário, mas não quiseram. Biblioteca cheia dá trabalho, né? O povo começa a gostar, começa a ler e a cobrar… Enfim. Quando me mudei de lá, a caminho da Indonésia, tentei deixar duas caixas de literatura portuguesa e africana de lÃngua portuguesa que, infelizmente, eu não tinha como levar comigo, nem onde deixar. Mais uma doação rejeitada. A bibliotecária não tinha espaço para mais livros. Mandou-me a uma instituição da cidade que sequer tinha biblioteca, mas pegava livros para a professora de artes picotar com as crianças. Sério? Uma bibliotecária dar uma sugestão dessas? Mundo estranho este em que vivemos.
ah sim de forma alguma quis dar a entender que minha experiência pessoal representa a realidade de bibliotecas paÃs afora. até pq nesse projeto trato especificamente de uma cidade.
Ah, sim. Não quis parecer que estava desabonando seu projeto. Pelo contrário, fico feliz em saber que São Paulo, hoje, tem boa BPs. Eu sou paulistano, cresci em São Paulo. Já era hora da riqueza paulista ser colocada a favor da cultura.
pois é, com certeza dessa centena de bibliotecas tem muito problema de gestão.
seu relato me lembrou uma viagem que fiz c meu filho (nessa msm idade que eu relato no texto!) pro norte do amazonas, perto de roraima. estávamos em um grupo e não lembro bem pq fomos visitar abiblioteca do pequeno municÃpio ribeirinho. era uma sala até que espaçosa, ao lado da escola, com a escola cheia. era hora do intervalo e estava chovendo e a maioria das crianças estava com celulares e joguinhos. a biblioteca tinha mais goteira que telhado e os livros estavam todos molhados, vários já tinham apodrecido. como vc vai falar pra uma criança deixar de lado o celular se oq vc oferece p ela é um espaço inóspito?
como vc falou: cuidar dá trabalho, mais fácil não ter :(
o Rafael Tourinho trouxe um relato parecido com o seu aqui https://rafatourinho.substack.com/p/a-biblioteca-e-um-espaco-de-acolhimento
obrigada pela leitura e pelo comentário, Ferdinando!