Tá Todo Mundo Tentando: frequentar biblioteca
Há quanto tempo você não entra em uma biblioteca pública?
Oi,
Essa é mais uma edição da Tá Todo Mudo Tentando, uma newsletter sobre a vida nos anos 2020, enviada às sextas-feiras para apoiadores.
Esse é um projeto independente, que desde 2021 vem narrando, em crônicas e ensaios breves, o que é viver na São Paulo desses tempos meio bicudos.
Se você gosta do que encontra aqui, considere se tornar assinante para apoiar esse trabalho, e aproveite para conhecer meu livro “Tá Todo Mundo Tentando: Histórias para ler na cidade”, lançado em 2024 pela Editora Nacional, com uma seleção de algumas das crônicas mais queridas dos primeiros três anos de newsletter, e contos inéditos que você só encontra no livro.
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Você é tão bonita quanto uma biblioteca pública, diz o pixo numa fachada de prédio de pastilhas, aqui perto de casa. Tem algo de xaveco pseudoprogressista, coisa que o barbudinho de esquerda que curte poesia diria após dois rabo de galo num boteco raiz de mentirinha. Provavelmente seria mentirinha também a comparação - tenho pra mim que esse tipo não frequenta bibliotecas públicas. O que não tem a menor importância, é claro. As bibliotecas públicas, alheias aos pixos, elogios de mentirinha e pseudogrogressismos, estão vivas e bem:
Sou frequentadora de bibliotecas públicas, não é de hoje. Faz sentido, já que pertenço a uma geração que tinha nos acervos de enciclopédias e demais encadernados uma opção viável para as pesquisas escolares de antes da internet. Pré-adolescente, mais de uma vez peguei ônibus para estudar na Biblioteca Mario de Andrade (que em 2025 completa cem anos), onde aprendi a usar as fichas para localizar os livros nos corredores, um sistema simples, inteligente e funcional de indexação que a tecnologia absorveu, não matou.
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