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Mauro Stein's avatar

Moro no mesmo bairro, ou cantinho de bairro, há mais de 40 anos, em Laranjeiras, no Rio (às vezes apelidada de Little Havana kkk). Esse cantinho, numa rua/boulevard mega arborizada, é quase um condado, quem tá por aqui não sai, conhece todo mundo, e muitos tentam entrar...Até livraria de rua agora tem, a Janela ;-)) Bem regular maxxing, expressão que, por sinal, sobre a qual nunca tinha ouvido falar. Esse slow living é desintoxicante demais.

Bruna Kalil Othero's avatar

Amei essa edição <3

Odorico Leal's avatar

Puxa, brigadíssimo pela força, Gaía! Ainda mais junto com um texto tão especial. Até ano passado eu sempre ia buscar meu filho a pé, e a gente acabava passando num mercadinho da Apiacás pra comprar picolé, às vezes comíamos um espetinho no boteco da esquina. Agora vou de carro, porque antes pego o outro pivetinho em outra escola mais longe, então, infelizmente, perdemos esses terceiros lugares pós-escolinha...Mas há outros. Um grande terceiro lugar ultimamente é a banca de revistas, porque o mais velho tá apaixonado por Turma da Mônica. Um abraço!

Gaía Passarelli's avatar

Ando querendo escrever uma Ode à Banca de Revistas da esquina, pq a do meu quarteirão é uma daquelas resistentes, que de fato vende jornais e revistas (e umas graphic novels) e é muito querida pelos vizinhos e pelas crianças que param ali p pegar balas e gibis. Na internet não tem isso 😃

Odorico Leal's avatar

Parei de assinar a 451 só pra comprar na banca, hehe

Alexandre Gossn's avatar

Gostei muito deste artigo. Me lembrou bastante alguns conceitos que a sociologia urbana usa, que derivam de ninguém menos que Freud. O pai da psicanálise os trabalhou na sua obra, e estes depois foram vitaminados por Bauman. Vou citar dois deles aqui: MIXOFILIA; seria uma necessidade humana, uma pulsão ou ímpeto de se misturar. Em última análise, este ímpeto seria o DNA do ser humano cosmopolita. Que sente desejo em se imiscuir ao diferente. Agregar. Alguém da filosofia poderia puxar o fio da meada e falar que não é muito diferente do que as lições de Aristóteles de que o ser humano é um ser gregário e político. MIXOFOBIA: seria a pulsão contrária. O medo da individualidade e especificidade de alguns indivíduos ou grupos de se desintegrar dentro do todo quando algumas partes são muito diferentes das outras. Este impulso seria o DNA da xenofobia. O medo do diferente. Adorei, Gaía. O seu ensaio me lembrou de mais a minha pesquisa de mestrado que deu origem ao meu livro Cidadelas & Muros: Como o ser humano se tornou um animal Urbano. Lembranças boas de tempos anteriores A pandemia, e com um pouco menos de guerras. :-) ótima sexta!

Maria Clara Villas's avatar

adorei! tenho pensado muito nisso de terceiro lugar, um dos jeitos possíveis de sobreviver à vida caótica

Gaía Passarelli's avatar

galáxia, sempre favoritíssima da casa <3

Tiago's avatar

adorei a edição. e é curioso como a internet (especialmente o tiktok) tem nomeado váaarios comportamentos que já aconteciam. penso que tem o lado positivo (trazer esse senso de pertencimento/tá tudo bem fazer, tem um monte de gente q faz) e negativo (?) de associar isso a uma “tendência” (será?). ou, pelo menos, tendência enquanto aquele termo é considerado algo novo, hehe. seria legal a gente não precisar desses termos justificando / explicando o que a gente gosta, né?:)

p.s. fico pensando se o orkut ainda existisse e o perfil que vc preenche fosse cheio desses termos que estão sendo criados… regular maxxer, quiet quitter, etc

Gaía Passarelli's avatar

eu estaria nas comunidades "bur first, coffee" e "gentrificados da santa cecília contra a gentrificação"

Tiago's avatar

“a janela do meu quarto dá prum estacionamento e pros fundos do prédio vizinho” pensei na capa de The Car dos macacos do ártico na mesma hora

Gaía Passarelli's avatar

mas a janela da sala dá prum jardim bem verde :)

Samuel Patrian's avatar

Que texto maravilhoso!

Não conhecia o conceito de terceiro lugar, mas parece que vc descreveu algo que sempre almejei e nunca soube explicar.

Gaía Passarelli's avatar

Sociólogos sempre firmes na missão de dar nomes para as coisas que a gente não sabe nomear :)